Posts com Tag ‘Tetra-amelia’

Deisi passa horas confinadas porque encontra segurança apenas em casa

Aos 24 anos, Deisi Beatriz de Souza Miranda (foto), aguarda na Justiça por uma indenização que lhe garanta uma perna mecânica. A jovem teve a perna amputada um pouco acima do joelho após sobreviver a um desabamento em um baile, em de junho de 2009, na Avenida Protásio Alves, em Porto Alegre.

Desde que médicos do Hospital de Pronto Socorro retiraram-lhe o membro gangrenado, a vida de Deisi se transformou. O corpo sarado da garota que frequentava academias de ginástica, dançava nos fins de semana, subia e descia vielas do bairro onde nasceu e cresceu, pertence ao passado. “Fico o dia na frente do computador, jogando paciência ou falando com amigos no orkut. É impossível não engordar”, conta a garota, que ganhou 30 quilos nos últimos dois anos.

Deisi passa horas confinadas porque encontra segurança apenas em casa. A experiência pelas ladeiras íngremes e calçadas esburacadas mostrou-se hostil à usuária de muletas. “Sinto falta de caminhar sozinha, sem depender de ninguém, mas já caí várias vezes. Só consigo ir sozinha ao posto de saúde”, detalha.

Uma prótese amenizaria os sofrimentos de Deisi. Porém, o alto custo do equipamento, impede que a filha do pedreiro Luis Carlos Rodrigues Miranda, 61 anos, e da doméstica Zelaide Terezinha Souza Miranda, 51 anos, adquira o material. “As boas não saem por menos de R$ 60 mil”, lamenta a jovem, que recebe R$ 545 de pensão do INSS.

Fonte: Jornal Zero Hora

Passo Firme – 28.05.2011
Aquilo que não te derruba te fortalece

No vídeo acima, o jovem Patrick, um austríaco de 24 anos que decidiu amputar sua mão inválida por um protótipo de mão biônica, demonstra habilidades com o novo equipamento, como abrir uma garrafa, amarrar cadarços e outros movimentos que antes não eram possíveis de fazer com a mão anterior, cujos movimentos ele perdeu depois de sofrer uma forte descarga elétrica em seu trabalho.

Apesar dessa história parecer ficção, a cada dia recebendo notícias sobre os avanços conquistados na área da robótica. Já é rotina ler sobre andróides que estão cada vez mais similares aos humanos, ganhando tecidos sintéticos que os deixam com uma aparência menos artificial e chegando até a representar movimentos físicos que possuem certa fluidez.

Mas pouco é dito sobre o processo inverso: com o passar do tempo, recebemos implantes e acessórios que nos transformam em verdadeiros ciborgues. A cada novo avanço, estamos nos distanciando da figura humana natural e de proporções perfeitas, como no conceito do Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci, que é a base do infográfico deste artigo.

Há anos o ser humano recebe implantes eletrônicos como o marca-passo, as próteses de membros e até operações temporárias envolvendo órgãos artificiais. Aqui, contudo, abordaremos as tecnologias que prometem levar nosso corpo para limites nunca antes atingidos – cada vez mais perto da divisa entre homem e máquina.

O DISPLAY QUE TUDO VÊ – O primeiro avanço é um acessório. Revelado no final de abril por pesquisadores alemães da Fraunhofer IPMS, o primeiro microdisplay direcional de rastreamento visual é um monóculo, que serve para exibir informações refletidas diretamente no globo ocular do usuário.

A partir do uso de realidade aumentada, é possível ler sem problemas as informações exibidas na tela. Movimentos específicos do olho seriam utilizados para alternar entre as diferentes opções do aparelho.

Como vários aparatos de alta tecnologia, inicialmente o microdisplay será exclusivo para fins militares. Enquanto não há previsões para utilizá-lo de forma comercial, só nos resta sonhar com o que é especulado: o display poderia servir para assistir a vídeos, reconhecer sinais vitais e até obter informações sobre as pessoas captadas pelo sensor, através de redes como o Facebook.

UM GRANDE SALTO PARA A HUMANIDADE – Implantes que devolvem a capacidade de andar a quem perdeu a perna por algum motivo não são as mais recentes novidades no mundo da tecnologia. O destaque é o avanço conquistado na área, permitindo o desenvolvimento de próteses cada vez mais impressionantes.

A empresa Össur anunciou o desenvolvimento da prótese biônica mais avançada até então. A grande novidade é a integração entre os mecanismos que simulam o pé, o joelho e a perna, fazendo com que não seja necessário calcular com precisão cada passo durante uma caminhada.

A união entre poderosos sensores e esses aparelhos, que apresentam o que de mais avançado há em biomecânica, proporciona uma inteligência artificial única para a prótese, que se torna capaz de ajustar-se automaticamente para funcionar sem problemas em terrenos com superfície rochosa, por exemplo.

No futuro, ter uma perna biônica mais rápida, forte e resistente será bem mais vantajoso do que uma perna humana. A criação estará disponível no máximo até 2012.

A MENTE DOMINA OS BRAÇOS -  Próteses nos braços também já existem, mas o que foi desenvolvido por estudantes da Ryerson University, no Canadá, vale a citação: o Artificial Muscle-Operated (AMO), uma prótese cujos movimentos são controlados por ondas cerebrais.

O movimento desejado vai do cérebro a um sensor, que identifica e envia esses dados para um minicomputador localizado no aparelho, que enfim executa a ação. Os músculos artificiais realizam movimentos bastante humanos, como contração e expansão, tudo através de ar comprimido, localizado em um tanque  que pode ficar no bolso do usuário.

Outro pioneirismo do invento é que a implantação ocorre sem a necessidade das chamadas cirurgias invasivas, um processo de realinhamento muscular que encarecia os custos médicos. Desse modo, o mesmo principio da perna biônica se aplica aqui: o braço robôtico pode ficar melhor que o nosso.

Por enquanto, o aparelho ainda tem limitações, como a necessidade usar também um capacete para controlar os movimentos. Mas alguém duvida que essa barreira também será ultrapassada em breve?

SENTINDO NA PELE – A nanotecnologia já está entre nós. Apesar de ser um avanço lento, complexo e que demanda altos custos, ela parece valer a pena, principalmente quando pode ser usada para a medicina – e para deixar o corpo humano ainda mais desenvolvido.

A inovação em questão veio do MIT, o Instituto Tecnológico de Massachusetts: a criação de partículas microscópicas em forma de nanotubos, que agem como um sensor biométrico. Implantadas em qualquer parte do corpo, elas não alteram o funcionamento de nenhum sistema e não são absorvidas por qualquer outra atividade do organismo, como a digestão.

Mas qual é o objetivo de implantar esses dispositivos minúsculos? Por enquanto, os estudos apontam para um diagnóstico imediato, pois alguns elementos químicos presentes nas partículas estão preparados para reagir e emitir um brilho diferenciado quando algo está errado no corpo do paciente, como o surgimento de um tumor, por exemplo.

Além disso, esses sensores podem ganhar novas funções, como a capacidade de automedicação. Desse modo, com a ocorrência de anormalidades, remédios presentes nesses nanotubos seriam imediatamente liberados no sangue, eliminando a necessidade de ingerir pílulas ou realizar baterias de exames, por exemplo.

ESTÁ TUDO EM SUA CABEÇA – Já pensou em controlar eletrônicos sem a ajuda de nenhum controle remoto? A solução é simples: implante um chip com a tecnologia RFID! Agora é só instalar um leitor que use o mesmo mecanismo em seus aparelhos, para fazer com que ele reconheça o sinal transmitido pelo chip.

São inúmeras as utilidades que isso pode proporcionar. Com o devido desenvolvimento dessa tecnologia em escala comercial, seria possível abrir portas, desbloquear celulares, computadores e outros gadgets que operem hoje com senhas ou identificação biométrica, por exemplo. Segundo os pesquisadores da área, a cirurgia de implantação e a permanência do chip não causam nenhum efeito colateral no usuário.

NADA NATURAL – Com o avanço da idade, é perfeitamente natural que nossos órgãos comecem a apresentar falhas. Para alguns cientistas, entretanto, isso está errado. Esses componentes do nosso organismo não precisariam envelhecer e parar de funcionar, porque sua criação ou composição seria artificial.

São duas as possibilidades: criar um órgão totalmente mecânico ou desenvolver uma “cópia”, a partir de células-tronco do paciente. A produção em massa desses órgãos, se superados problemas como custos e compatibilidade do organismo do paciente, poderia diminuir consideravelmente a fila de transplantes em hospitais.

A Espanha é um país pioneiro nessas pesquisas, prometendo para até dez anos o início da produção efetiva de órgãos bioartificiais. Como a maioria dos experimentos, apenas a substituição em animais foi efetiva até agora. Mas dá para manter as esperanças, afinal esse é sempre o primeiro passo para aprovar o uso de novas tecnologias em humanos.

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/10289-7-tecnologias-que-transformarao-voce-em-um-ciborgue-na-decada-que-vem-infografico-.htm#ixzz1Nf8aI3zN

Fonte: Site Tecmundo

Passo Firme – 28.05.2011
Aquilo que não te derruba te fortalece

A empresa Ossur apresentou uma nova geração de prótese de joelho que incorpora avanços tecnológicos de última geração, o que a torna a primeira prótese disponível a se aproximar dos conceitos de biônica até agora somente vistos nos filmes de ficção científica.

Projetada para pessoas que tiveram a perna amputada acima do joelho, a prótese incorpora alimentação própria, sensores, atuadores e um computador rodando um programa de inteligência artificial que permite que os pacientes caminhem naturalmente e em segurança.

Ao contrário das próteses tradicionais, onde o paciente deve se adaptar ao aparelho, a nova prótese Power Knee permite um andar totalmente natural, segundo depoimento do primeiro paciente a recebê-la. “É mais ou menos como se estivesse dirigindo um caminhão e agora alguém me deu um carro esportivo,” disse Greg Gadson, que perdeu a perna na Guerra do Iraque.

Segundo a empresa, a prótese inteligente restaura a função muscular perdida e permite que os pacientes desempenhem todas as atividades normais do dia-a-dia sem precisar pensar e calcular seu próximo movimento.

MÚSCULOS BIÔNICOS – Assim que a prótese detecta o contato com o solo, o que é feito automaticamente por meio de sensores, ela libera o movimento em qualquer ângulo de flexão, transmitindo a sensação de total estabilidade. Sensores adicionais de torque garantem que o movimento não ficará travado ou que seja exagerado, permitindo um ritmo natural de andar.

O complexo conjunto de sensores garante que os atuadores da prótese -, os equipamentos que de fato executam o trabalho, algo como os “músculos biônicos” – serão sempre acionados na medida certa. Isso é essencial em situações comuns no dia-a-dia, mas que são extremamente complicados de se controlar mecanicamente, como subir e descer escadas e se sentar e levantar.

CÉREBRO DA PRÓTESE – Entre os conjuntos de sensores e atuadores está o “cérebro” da prótese, um programa de inteligência artificial que analisa continuamente a interação entre o equipamento e o paciente.

O programa foi desenvolvido para privilegiar a segurança e a estabilidade da prótese. E, como todo programa de inteligência artificial, ele aprende com o uso, adaptando-se às situações e aprendendo a lidar com os novos movimentos.

A prótese biônica está em fase de pré-comercialização e continuará em testes avançados, devendo estar disponível comercialmente a partir de 2010. A empresa não divulgou preços.

Leia também:

Braço biônico revoluciona campo das próteses

Mão biônica passa da ficção para a realidade

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Passo Firme – 26.05.2011
Existem razões para acreditar. Os bons são maioria.

Um jovem sérvio residente na Áustria chamado Milo, de 26 anos, tomou a decisão de que sua mão direita fosse amputada para poder colocar em seu lugar uma prótese biônica. Sua mão biológica estava intacta a simples vista, mas a história de Milo não é um capricho de alguém querendo se tornar o novo Homem de seis milhões de dólares, senão que sua extremidade, apesar da aparência saudável, estava morta, inerte.

Acontece que há dez anos o jovem sofreu um acidente de moto onde derrapou e bateu contra um poste de uma alambrado público. Sofreu uma lesão no plexo braquial em seu ombro direito que deixou seu braço sem sensibilidade e movimento. Posteriormente foi operado e transplantaram músculos e tecido nervoso de uma de suas pernas, com o qual recuperou a mobilidade de seu antebraço, mas não da mão.

Ante esse panorama começou a considerar a pouco convencional alternativa da amputação voluntária, para instalar uma mão robótica em seu lugar. Depois dos testes pertinentes, através de um sistema paralelo provou os movimentos da nova mão, e decidiu-se. A mão biônica está ligada ao sistema nervoso mediante dois sensores localizados sobre a pele do antebraço, com o qual podem segurar coisas. (veja o vídeo)

A polêmica entre o doutor Oskar Aszmann, que encabeça esta operação (e que já realizou a primeira destas características no ano passado no paciente da foto) e seus demais colegas, é que eles postulam que os esforços médicos deveriam apontar à recuperação da mão que fisicamente seguia intacta. Mas Milo está contente com sua decisão.

A pergunta é: “eticamente incorreto ou funcionalmente acertado?” E você, o que faria? Permaneceria tentado a recuperação da mão (o que poderia não acontecer) ou optaria por uma prótese?

Leia mais em: http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-13273348

Fonte: Site Metamorfose Digital

Passo Firme – 24.05.2011
Existem razões para acreditar. Os bons são maioria.

Evento conta com apoio do site Amputados Vencedores

Nos dias 2 e 3 de junho próximo, a Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP) sedia mais uma edição do Reabilitar Mobility. Promovido pela Otto Bock do Brasil, o encontro científico conta com o apoio do site Amputados Vencedores e tem como objetivo discutir o segmento de cadeira de rodas, tecnologias e atualizações do setor de medicina e reabilitação.

O evento é destinado para profissionais de saúde da rede pública ou privada envolvidos na reabilitação de pessoas com deficiência: médicos fisiatras, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e lojistas do segmento cirúrgico e médico-hospitalar. Confira a programação completa.

SERVIÇO:

  • Quem: Otto Bock do Brasil
  • O Quê: Encontro Científico Reabilitar Mobility
  • Quando: 2 e 3 de junho de 2011
  • Onde: Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP) – Av. XV de Novembro, 2765 | Alto da XV | Curitiba/PR – Fone: (41) 3264-7234.
  • Por quê: discutir o segmento de tecnologias e atualizações do setor de medicina e reabilitação.

Clique aqui para maiores informações e fazer sua inscrição.

SOBRE O REABILITAR:

O Reabilitar, encontro científico itinerante idealizado pela Otto Bock, tem o objetivo de levar à comunidade científica e demais profissionais ligados ao setor de reabilitação o que existe de mais moderno no mundo, além de promover a troca de experiências e conhecimentos entre os participantes. Trazer para o Brasil a filosofia da Otto Bock de treinamento e intercâmbio científico sobre as tecnologias, oriundas da Europa e dos Estados Unidos, é o compromisso da empresa há décadas. O evento tem um público médio anual de 800 pessoas.

SOBRE A OTTO BOCK:

Líder mundial na comercialização de órteses e próteses ortopédicas, a Otto Bock é comprometida com a reabilitação e reintegração social de pessoas com deficiência física. A companhia está presente nos cinco continentes e possui 35 filiais.

Em 2010, a empresa completa 35 anos de atividade no Brasil, fortalecendo seu compromisso com a sociedade brasileira e se consolidando como grande pioneira no fornecimento de próteses de alta qualidade em território nacional. Recentemente, a empresa, preocupada em oferecer soluções completas para o mercado de ortopedia técnica, passou a fornecer linhas especiais de cadeiras de rodas, promovendo ainda mais a reinclusão de pessoas com deficiência.

A Otto Bock Brasil fornece produtos e sistemas inovadores, funcionais e fabricados com alta tecnologia. Além disso, contribui no processo de adaptação e inclusão social dos protetizados e promove treinamentos contínuos para o aperfeiçoamento dos profissionais da área, com o projeto itinerante Reabilitar, que já percorreu mais de 10 cidades de norte a sul do País.

É a primeira empresa de ortopedia técnica no mundo a receber o certificado de Qualidade Total, segundo critérios da Norma ISO 9001. Desta maneira, a Otto Bock é reconhecida mundialmente por definir padrões de alta qualidade e colaborar para a constante melhoria e desenvolvimento da mobilidade humana.

Fonte: http://www.ottobock.com.br/

Passo Firme – 24.05.2011
Existem razões para acreditar. Os bons são maioria

Veja a reportagem do telejornal Paraná TV 2ª edição aqui.

Passo Firme – 23.05.2011
Existem razões para acreditar. Os bons são maioria.

Desde o último sábado (14), quando postei aqui no blog os resultados parciais de minha avaliação feita em duas ortopedias de Belo Horizonte (BH) e os testes realizados com os joelhos 3R80 e 3R92, da Otto Bock, e o Rheo Knee, da Ossur, muitas pessoas comentaram a matéria e enviaram e-mails me parabenizando pela conquista, imaginando que eu já estava testando a prótese definitiva.

Por isso, para desfazer o suposto mal entendido, esclareço que o que fiz em BH foi apenas um test drive em alguns componentes, o que foi possível porque eu dispunha de um encaixe de resina recentemente feito pelo SUS em uma prótese convencional de joelho 3R15.

Quisera eu estar testando a prótese definitiva, mas enquanto ela não chega preciso me concentrar no agora, no hoje, para não ficar ansioso e com expectativa adiada…, pois, como a Bíblia dia, ‘ela faz adoecer o coração’ (Pr. 13:12). Na tarde da última quinta-feira (19) voltei a receber uma ligação inesperada, mas como não há nada definido ainda, prefiro não dar detalhes antes de tudo se concretizar.

Ah! O vídeo acima é de um clip da música Felicidade, um som muito gostoso de Marcelo Jenesi, a mais nova revelação da MPB. Conheci o som do cara por causa de uma dica no blog Diversitá e me amarrei. Ele possui um estilo muito parecido com o de outro Marcelo, o Camelo, a quem admiro muito também. Vale a pena conferir!

Passo Firme – 20.05.2011
Existem razões para acreditar. Os bons são maioria.

A perda de um braço, de uma perna, de movimento – poucas tragédias mudam tanto a vida das pessoas quanto uma mutilação. Elas lembram guerras – ou acidentes violentos. Um amputado é quase sempre vítima de um trauma assim.

Mas a maior causa de amputações no Brasil é uma doença previsível e tratável. Os números são assustadores. O alerta é da Sociedade de Diabéticos.

Na sala de fisioterapia, há um jovem engenheiro que foi vítima de um acidente de moto. Já o motorista profissional bateu com o carro. Mas eles são exceções no centro da Associação Brasileira de Reabilitação (ABBR) do Rio de Janeiro.

A maior parte das amputações no Brasil não se deve a acidentes como poderia se imaginar. O número é oficial. Segundo o Ministério da Saúde, 70% das cirurgias para retirada de membros no Brasil são por causa do diabetes. Esse número poderia ser bem menor.

São 55 mil amputações por ano no Brasil de pacientes diabéticos. O trauma chega em um momento da vida em que a idade faz a mutilação ficar ainda mais difícil. A aposentada Maria Figueiredo, aos 66 anos, sonha com a possibilidade de usar uma prótese: “Não vejo a hora de poder andar em casa”.

Os médicos chamam a atenção para os primeiros sintomas da doença: sede e fome exageradas; vontade constante de urinar; cansaço; perda de peso; visão embaçada e, principalmente, dificuldade de cicatrização de machucados.

O motorista Roberto Barreto se arrepende de não ter se preocupado quando os sinais apareceram: “Estava fazendo tratamento, parei de tomar remédio. Estava dirigindo, feri o dedo, abafei com o sapato. Deu gangrena”.

O presidente da Sociedade de Diabéticos do Rio de Janeiro, Jackson Caiafa, diz que não são só os pacientes que precisam ficar atentos. Para ele, a falta de conhecimento dos próprios médicos dificulta a identificação dos primeiros sintomas: “Trabalhos internacionais mostram que quando se aplica um modelo de educação, de cuidado precoce, pode-se diminuir em até 80% as amputações”.

Os médicos dizem que apesar das dificuldades a amputação não deve ser encarada como uma condenação. É o que o que prova o motorista Roberto. Ele aos poucos está voltando a andar e até a jogar futebol: “Caminhando bem, subo morro, desço escada. Tomo o remédio certinho agora”.

Leia também: Veja orientações sobre o pé diabético e o diabetes

Fonte: Bom Dia Brasil

Passo Firme – 18.05.2011
Existem razões para acreditar. Os bons são maioria.

Como ficou sabido por todos por meio do meu relato da experiência traumática de voar pela Webjet – quando tive minha câmera digital furtada da bagagem – passei os três últimos dias na charmosa capital mineira, a cidade de Belo Horizonte (BH). O objetivo? Visitar duas ortopedias (OrtoSolutions e Shopping Ortopédico) onde realizei orçamento da C-Leg no início do ano para uma avaliação do coto e fazer um teste drive em três tipos de joelhos ortopédicos e outras opções de componentes não tão caros quanto uma prótese computadorizada. ‘Foi uma viagem a negócios’, poderia dizer.

Fiquei hospedado em casa de uma amiga de trabalho, situada no bairro Funcionários (foto acima), localizado na região centro-sul de BH. Com arquitetura repleta de casarões imponentes, edifícios antigos em meio as outros que se erguem e traçado de ruas arborizadas, além de uma grande variedade de comércio e serviços, a localização privilegiada da região pode ser comparada aos bairros Graça e Vitória, em Salvador.

3R92

3R80

Na quarta-feira (11) passei o dia na OrtoSolutions, localizada no bairro Serra, na companhia do técnico ortopédico Win Stynen, fundador da empresa. Após avaliação do coto pelo fisioterapeuta da casa, conversamos bastante sobre algumas opções de componentes indicados para o meu caso, em especial tipos de encaixe (o item mais importante de uma prótese), joelho (pneumáticos, hidráulicos e computadorizados) e (dinâmicos e os de fibra de carbono). Na parte da tarde, fiz um test drive em dois joelhos disponíveis na casa: 3R92 e 3R80 (foto), ambos da Otto Bock.

Já no dia seguinte foi o dia de conhecer a estrutura do Shopping Ortopédico, que fica no Funcionários, bairro onde fiquei hospedado. Nesta ortopedia, além da avaliação do coto pelo fisioterapeuta especializado em próteses Fabrício Daniel, pude realizar um exame chamado Baropodômetro Computadorizado, que avalia a pressão do corpo sobre o pé existente por meio de plataforma de força. Segundo o fisioterapeuta, o exame permite avaliar os pés em função da marcha, possibilitando a compreensão das diversas repercussões que influenciam no caminhar e na postura corporal do usuário de prótese.

Rheo Knee

Tive ainda a oportunidade de testar o joelho computadorizado Rheo Knee, da Ossur (foto), concorrente do C-Leg. Pretendo escrever adiante um post exclusivo sobre minhas impressões sobre os joelhos testados, mas adianto que mesmo utilizando um encaixe de resina, consegui andar e ter boas impressões.

Veja abaixo um vídeo promocional da Ossur sobre o Rheo Knee e outros joelhos da Ossur:

A conclusão preliminar é que, apesar do furto da câmera digital na Webjet (vou lamentar o ano inteiro… rsrs), a viagem à BH valeu muito a pena justamente por cumprir o propósito a que se destinava…, que era minha avaliação física como futuro usuário de perna mecânica, além de conhecer pessoalmente algumas das ortopedias que fazem próteses hi-tech em diferentes regiões do país.

Como dizem os mineiros… foi bom demais da conta!

Passo Firme – 14.05.2011

Existem razões para acreditar. Os bons são maioria.

A chegada da deputada federal Mara Gabrilli (foto), do PSDB-SP, à Câmara dos Deputados exigiu uma série de adaptações ao plenário da construção projetada por Oscar Niemeyer. As mudanças permitem que a parlamentar, que não tem movimentos do pescoço para baixo, participe das votações e discurse.

Uma das primeiras propostas apresentadas pela deputada é voltada para o público que tem algum tipo de deficiência. O projeto altera o Código de Trânsito Brasileiro para agravar a punição ao motorista que para o veículo em vaga reservada a idoso ou deficiente físico e determinar a fiscalização em estacionamentos de locais como shoppings e supermercados.

Aos que estacionarem sem autorização em vagas reservadas, o projeto prevê infração grave, 5 pontos na carteira, com multa de R$ 127,69 e remoção do veículo. A resolução do Conselho Nacional de Trânsito que regulamenta as vagas reservadas prevê hoje inflação leve, com multa de R$ 53,20, 3 pontos na carteira e remoção do carro. Pela lei, 2% do total de vagas em estacionamentos devem ser destinadas a veículos que transportem pessoas com deficiência física ou visual e 5%, para idosos.

A proposta também acrescenta às competências dos órgãos de trânsito fazer a fiscalização do uso dessas vagas em “edificações de uso público ou edificações privadas de uso coletivo”, incluindo aí hotéis, clubes, teatros, escolas, igrejas, hospitais, entre outros.

“Diversos órgãos de trânsito municipais têm se recusado a autuar automóveis indevidamente estacionados em vagas reservadas, sob o argumento de que não lhes é permitido fiscalizar áreas privadas”, diz o texto do projeto.

“Hoje, as pessoas entram nessas vagas sem nenhum tipo de fiscalização. Não há como multar, o segurança do local não tem poder de polícia e assim, mesmo se quiser, não consegue deixar a vaga livre”, acrescenta a deputada.

A parlamentar também quer que o cumprimento à cota de funcionários com deficiência seja critério obrigatório para a participação em processos de licitação de empresas públicas.

Pretende ainda criar uma comissão permanente na Câmara dos Deputados para tratar dos direitos das pessoas com deficiência. “Seria uma forma de trabalhar os assuntos com todos os partidos e levar a causa para toda a Casa, tentando deixá-la acima de questões partidárias”, defende.

Fonte: 3IN

Passo Firme – 07.05.2011
Existem razões para acreditar. Os bons são maioria