Arquivo da categoria ‘Vídeos e fotos’

Nick Newell, lutador sem a mão e parte do antebraço esquerdos, está invicto no MMA

Nick Newell, lutador sem a mão e parte do antebraço esquerdos, está invicto no MMA

Presidente do Ultimate Fighting Championship (UFC) se diz “cauteloso sobre ida do atleta amputado Nick Newell ao Ultimate, mesmo com oito vitórias em oito lutas

Nick Newell (foto) chocou o mundo em 2012, mantendo sua série invicta no MMA mesmo tendo de superar uma amputação congênita que fez com que ele não tenha uma mão e parte de um dos braços. O norte-americano superou a deficiência e conquistou em dezembro seu primeiro cinturão no XFC (Xtreme Fighting Championship) – uma organização similar ao UFC que organiza os combates de MMA e tem cinturão próprio –, lutando contra outro atleta que não possui nenhuma deficiência física. Mesmo assim, o presidente do UFC, Dana White (foto abaixo), ainda é cauteloso em falar sobre as chances de ele ser contratado pela organização no futuro.

Dana-WhiteNewell já afirmou – em entrevista ao UOL Esporte – que seu sonho é lutar no Ultimate. Mas, se depender de Dana White, o cinturão peso leve do XFC não garante que ele está pronto para duelar com os melhores do planeta. “Talvez, não sei”, disse Dana White, em tom desconfiado. “Há caras que trazemos que são considerados ótimos para o (reality show) The Ultimate Fighter e que não vão bem. Lutar com os dois braços já é complicado, e nós estamos no topo do MMA”, disse.

Apesar de não ter parte do braço, Newell mostra grande agilidade nas lutas, tem poder de nocaute e ainda coleciona vitórias por finalização (veja no vídeo abaixo a última luta dele). “Lutar com um braço é algo maluco para mim. Eu nem sei bem o que dizer sobre isso, é algo doido”, afirmou Dana White, que vê também um problema legal para isso. “Talvez em outros estados seja mais fácil, temos de ver se estados realmente grandes, como Califórnia e Nevada o deixariam competir.”

OPINIÃO – Com oito vitórias em oito combates, é bastante provável que o americano Nick Newell venha a fazer história. Sim, ele pode! O atleta de MMA afirmou que seu principal objetivo na carreira é se tornar o lutador número um do planeta. Fato é que ele já é o melhor do mundo, diante das limitações físicas que enfrenta. Se não ainda reconhecidamente por ser um “Anderson Silva” da vida, repleto dos luxos, fama e campanhas de publicidade, mas pela garra, vontade e amor demonstrados ao esporte.

opiniaoO que nos podemos aprender do Newell é que a verdadeira vitória não vem de superamos apenas os nossos adversários, mas de conseguimos superar nossas próprias limitações nessa batalha chamada vida. E você, o que acha das afirmações do presidente do UFC? Tal prudência é necessária ou reflete preconceito com as pessoas com deficiência? Deixe sua opinião.

Com informações: UOL Esportes

Leia também:

Lutador com amputação congênita vai disputar o primeiro título da carreira
Atleta com amputação congênita pede chance no UFC

Passo Firme – 28.12.2012
Curta e compartilhe a página do Blog Passo Firme no Facebook!

Jenny (à direita) diz que a sua filha (à esquerda) se adaptou incrivelmente bem após seu encontro com a morte de dois anos atrás

Jenny (à direita) diz que a sua filha (à esquerda) se adaptou incrivelmente bem após seu encontro com a morte de dois anos atrás

Leia abaixo outra linda história de superação da valente Charlotte, uma garotinha tetra-amputada vítima de meningite em sua mais letal que recebeu próteses de ponta de doador anônimo em tempo para o Natal

Uma menina de cinco anos de idade, que perdeu os quatro membros do corpo em função de uma grave meningite contraída há dois anos está agora de pé depois de receber um presente de Natal muito especial. Charlotte Nott (foto) quase morreu em dezembro de 2010 depois de ter sido atingida pela forma mais mortal do vírus, mas graças à solidariedade de um doador anônimo, pode agora andar em conforto com um par de pernas mecânicas cor-de-rosa brilhantes.

“Eles são tão confortáveis que ela agora pode andar corretamente pela primeira vez desde as amputações”, afirmou a mãe de Charlotte, Jenny Daniels, ao falar da felicidade da filha ao jornal britânico Daily Mail. “Não há como pará-la agora. É fantástico!”, exclamou.

Jenny e parceiro Alex Nott se preparavam para partir para férias em família pré-natal em Lanzarote, na Espanha, quando Charlotte desenvolveu septicemia meningocócica, também chamada meningococcemia, quando as bactérias infectam de forma generalizada a corrente sanguínea e causa a chamada “septicemia” (presença de bactérias no sangue). Jenny notou as marcas roxas diga-conto que identificam a infecção mortal no peito de Charlotte e chamou os paramédicos. Charlotte foi levada para o Hospital John Radcliffe, em Oxford, e em questão de horas sofreu falência múltipla de órgãos.

Estado de Charlotte durante sua batalha de vida ou morte com a meningite

Estado de Charlotte durante sua batalha de vida ou morte com a meningite

Os médicos lutaram para impedir a propagação da doença, mas depois de cinco dias os dedos das mãos e pés necrosaram, devido a uma gangrena provocada pela septicemia. Os quatros membros do corpo (braços e pernas) foram removidos em janeiro de 2011. “Eu apenas sentei em sua cama no hospital, acariciava seus cabelos, e dizia a ela: ‘Mamãe te ama’, ‘papai te ama’, ‘George te ama’ diversas vezes. Se ela ia morrer eu queria que morresse sabendo o quanto ela era amada e adorada por todos da família”, conta Jenny.

Para Jenny Daniels, que trabalha como administradora de uma editora de livros, assistir sua filha decorando a árvore de Natal este ano foi uma das maiores emoções de vida e o melhor presente de fim de ano. “Tivemos um Natal maravilhoso”, disse ela, com lágrimas aos olhos.

Charlotte (à esquerda) conheceu a nova amiguinha Ellie Challis (direita), que também perdeu seus membros devido a meningite, em março de 2011. Aqui Ellie mostra uma de suas pernas protéticas à Charlotte.

Charlotte (à esquerda) conheceu a nova amiguinha Ellie Challis (direita), que também perdeu seus membros devido a meningite, em março de 2011. Aqui Ellie mostra uma de suas pernas protéticas à Charlotte.

SUPERAÇÃO – Felizmente, Charlotte sobreviveu. Os médicos conseguiram salvar seus joelhos e cotovelos e, em pouco tempo, a jovem determinada aprendia a desenhar com a boca e rastejar para chegar em casa. Um fator determinante para a recuperação de Charlotte foi ter conhecido Ellie Challis (na foto acima de roupa listrada), outra menina tetra-amputada que havia perdido os membros devido a meningite quando ainda era apenas um bebê.

Charlotte chegou a usar próteses em junho do ano passado, mas teve dificuldades para se adaptar. As novas pernas são bem mais modernas e foram confeccionadas pela Dorset Orhopaedic, uma clínica de reabilitação do Reino Unido.

Meningite

A DOENÇA – A meningite meningocócica e a meningococcemia são infecções raras, porém graves, causadas pela bactéria Neisseria meningitidis, também chamada meningococo. A meningite meningocócica é uma infecção das meninges (revestimento do cérebro e da medula espinhal), e a meningococcemia é uma infecção generalizada. Ambas infecções são consideradas emergências médicas.

Além de causar doenças, o meningococo é encontrado (sem causar doença) no nariz e na garganta de 10% a 25% da população. Quem carrega a bactéria nessas regiões é chamado “portador assintomático”. A maioria dos portadores não adoece, mas pode transmitir essa infecção potencialmente fatal a outras pessoas através de secreções respiratórias, da saliva expelida ao tossir e espirrar, ou outras formas de contato próximo.

Leia mas sobre a emocionante história de Charlotte Nott aqui.

Leia também:

“Não foi brinquedo, mas um baita presente de Natal”

Via Daily Mail (Com informações do site Meningitis.Com)

Passo Firme – 25.12.2012
Curta e compartilhe a página do Blog Passo Firme no Facebook!

O programa Cenas do Brasil, produzido pela TV NBR, discutiu recentemente o Plano de Reabilitação que está sendo preparado pelo governo federal para reinserção no mercado de trabalho de pessoas afastadas definitivamente do serviço em função de doenças ou acidentes.

Antes do debate, o programa exibe o documentário “Mundo do Trabalho – Reabilitação Profissional”, realizado por especialistas em TV, Cinema e Mídias Digitais da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora. Vale a pena conferir!

Previdência

TV NBR – Com a missão de informar e noticiar as ações do Poder Executivo, a TV NBR está no ar desde 1998. Além de cobrir a agenda da presidenta da República, a tevê do Governo Federal é responsável por veicular programas, reportagens especiais e entrevistas sobre políticas públicas. A TV pode ser captada por cabo ou por parabólica, além de ter sua programação retransmitida por emissoras de sinal aberto em várias localidades do País.

Fonte: TV NBR

Leia também:

Governo prepara programa para reabilitação de trabalhadores
Governo quer criar cadastro de trabalhador reabilitado pelo INSS

Passo Firme – 22.12.2012
Curta e compartilhe a página do Blog Passo Firme no Facebook!

Prêmio Paralimpicos

Alan Fonteles e Terezinha Guilhermina desbancam nomes de peso e são eleitos os melhores deste ano no esporte paralímpico

Após conquistar grandes feitos em 2012, entre eles o maior, o sétimo lugar no quadro geral de medalhas nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012, o Brasil tem muito a comemorar. Para celebrar todas as conquistas no ano, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) realizou nesta quarta-feira, 19, o segundo Prêmio Paralímpicos, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. Sede dos próximos Jogos Paralímpicos, a cidade foi escolhida para encerrar o ciclo Pequim 2008 – Londres 2012 e abrir o novo Londres 2012 – Rio 2016.

“O Brasil ser sétima potência do mundo é uma grande conquista em qualquer área. Isso mostra que o esporte paralímpico brasileiro não é mais uma nação emergente. Estamos inseridos entre os maiores. Não fechamos o ano com chave de ouro, mas o ciclo. A segunda edição do Prêmio mostra que o paradesporto brasileiro ganhou maturidade e relevância graças aos atletas que nós temos”, exaltou Andrew Parsons, presidente do CPB.

Parsons destacou ainda as parcerias feitas pelo CPB com o Estado de São Paulo, a Prefeitura do Rio de Janeiro, o Ministério do Esporte e o Governo Federal, fundamentais para as conquistas do Brasil em 2012.

Além de presidente do Comitê Paralímpico, a festa contou com a atriz Daniele Suzuki e o cantor Gabriel “o Pensador” como mestres de cerimônia, e com presenças ilustres como o ministro do Esporte, Aldo Rebelo; a secretária Linamara Battistella, da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo; o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e dos Jogos Rio 2016, Carlos Nuzman; presidente da Autoridade Pública Olímpica, Márcio Fortes;, entre outros.

Escolhido para o Prêmio Personalidade Paralímpica, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, ressaltou as vitórias do Brasil em 2012. “Nossos atletas representam disciplina, vitória do nosso povo e do nosso País. Sou ministro do Estado do Esporte, servidor público, brasileiro e em nome da sociedade brasileira tento fazer o que está ao alcance para que vocês tenham o melhor. Contem conosco, contem sempre”, disse.

O prêmio de Melhor Técnico de Esporte Individual foi entregue pela secretária Linamara à Marcos Rojo. “O esporte faz a diferença quando o que nós queremos é respeitar os direitos humanos. Marcos, você e Daniel formam uma dupla que fez o Brasil chorar de emoção”, disse.

Márcia Lins, secretária de Estado de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, entregou o prêmio de Melhor Técnico de Esporte Coletivo para Alessandro Tosim, do Goalball. “É uma emoção muito grande falar sobre Esporte Paralímpico. Estamos no Rio de Janeiro, que sediará os Jogos de 2016 e mais do que nunca precisamos dos técnicos e atletas para mostrarem ao mundo o momento que estamos vivendo. Certamente iremos comemorar muito juntos em 2016”, afirmou a secretária.

Entregue àqueles que se dedicam ao Movimento Paralímpico, o prêmio Aldo Miccollis foi entregue pelo vice-presidente do CPB Mizael Conrado a Rivaldo Araújo da Silva, coordenador geral de Paradesporto de Alto Rendimento no Ministério do Esporte. “Construir o futuro é reconhecer o passado e valorizar o presente. Várias pessoas ao longo de sua história estabeleceram grande compromisso com o paradesporto e o professor Rivaldo é uma delas. Sempre esteve envolvido”, destacou Mizael.

Eleito a Revelação de 2012, ouro na Bocha em Londres 2012, Maciel dos Santos recebeu o prêmio das mãos do vice-presidente do CPB, Luiz Cláudio Pereira. “É uma honra ganhar esse prêmio. Me dedicarei cada vez mais para representar bem o Brasil”, prometeu.

O PRÊMIO DA NOITE – Mais aguardado da noite, o Prêmio de Melhor Atleta pelo voto popular foi anunciado no fim da cerimônia. Em disputa acirrada, os velocistas Alan Fonteles e Terezinha Guilhermina venceram. “Este ano foi muito especial. Realizei muitos sonhos. Agradeço ao Guilherme, meu guia, ao meu treinador Amaury Veríssimo, meus patrocinadores, o Time São Paulo. Ser brasileira é uma honra”, disse Terezinha, vencedora com 44,45% dos votos.

Eleito com 39,76% dos votos no Masculino, Alan reforçou o agradecimento de Terezinha. “É um prazer imenso receber o prêmio de melhor atleta do Atletismo e do Ano. Agradeço ao Ministério do Esporte, CPB, Time São Paulo que me fizeram chegar como cheguei à Londres e conquistar o ouro”. Veja a festa que os dois fizeram no vídeo acima.

prêmio-2012

Confira abaixo os melhores de 2012 pelo voto popular:

Melhor Atleta Feminino

1º Terezinha Guilhermina, com 44,45%
2º Shirlene Coelho, com 29,5%
3º Lúcia Teixeira, com 26,05%

Melhor Atleta Masculino

1º Alan Fonteles, com 39,76%
2º Dirceu Pinto, com 30,34%
3º Daniel Dias, com 29,9%

MELHORES ATLETAS 2012

ATLETISMO: Alan Fonteles Cardoso de Oliveira

BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS: Lia Maria Soares Martins

BOCHA: Dirceu José Pinto

CANOAGEM: Fernando Fernandes de Padua.

CICLISMO: João Alberto Schwindt Filho

ESGRIMA EM CADEIRA DE RODAS: Jovane Silva Guissone

FUTEBOL DE 5: Ricardo Steinmetz Alves

FUTEBOL DE 7: Marcos Yuri Cabral da Costa

GOALBALL: Romário Diego Marques

HALTEROFILISMO: Rodrigo Rosa de Carvalho Marques

HIPISMO: Sérgio Fróes Ribeiro de Oliva

JUDÔ: Lúcia da Silva Teixeira

NATAÇÃO: Daniel de Faria Dias

REMO: Cláudia Cícero dos Santos

RUGBY EM CADEIRA DE RODAS: Alexandre Keiji Taniguchi

TÊNIS DE MESA: Bruna Costa Alexandre

TÊNIS EM CADEIRA DE RODAS: Daniel Alves Rodrigues

TIRO COM ARCO: Francisco Macicledes Barbosa Cordeiro

TIRO ESPORTIVO: Carlos Henrique Prokopiak Garletti

TRIATLO: Rodrigo Feola Mandetta.

VELA: Elaine Pedroso da Cunha

VOLEIBOL SENTADO: Janaína Petit Cunha

Fonte: CPB

Leia também:

Ajude a escolher o melhor atleta paralímpico brasileiro de 2012

Passo Firme – 19.12.2012
Curta e compartilhe a página do Blog Passo Firme no Facebook!

siocxÉ incrível como, mesmo após um ano, as pessoas ainda me cobram notícias de minha adaptação à prótese. Constantemente recebo e-mails, comentários pelo blog ou sou abordado nas redes sociais por pessoas interessadas em saber como lido com os percalços comuns ao processo de reabilitação com prótese. Isso é um sinal de que, de certo modo, virei referência, pois além do interesse por parte de quem acompanha o blog com frequência,  passei a ser constantemente monitorado, sobretudo por amputados em situações semelhantes.

Estive no Centro Marian Weiss (CMW) em agosto, para confecção do terceiro encaixe de prova desde que iniciei o processo, em novembro do ano passado. Na ocasião, em razão da redução de medidas no coto – é bom deixar claro que não houve perda ou ganho de peso, apenas o coto atrofiou um pouco mais – tive que substituir o liner Seal-In tamanho 36 que usava por outro tamanho 28 (veja a matéria).

Mesmo com o liner novo, porém, cerca de três meses depois o coto voltou a soltar do encaixe, principalmente quando ficava muito tempo sentando. Qualquer contração muscular e puff!… o liner se desprendia do encaixe, me obrigando a levantar, descarregar o peso do corpo sobre a prótese para tê-la novamente presa ao coto. Volto a salientar que, neste período, não perdi peso e nem sentia entrada de ar quando caminhava, como das outras vezes.

Cópia de Lázaro 004Será que não me adaptei ao sistema? Não sei. O pessoal da clínica, ao ficar a par da situação, solicitou minha minha presença para reavaliar o que está acontecendo e ajustar o encaixe e/ou o alinhamento da prótese, mas até agora não ajustei minha agenda para esta esta viajem, prevista agora para o final de janeiro, por conta da premiação do blog. Se não resolver, a proposta é a confecção de um novo encaixe, seja no mesmo sistema (Seal-In) ou em um novo sistema que a clínica começou a usar recentemente, desta vez da Ottobock, chamado SiOCX (foto acima), que dispensa o uso do liner.

Para lidar com a situação até encontrar tempo para retornar a São Paulo, estou usando um acessório (foto ao lado) gentilmente cedido por Val, uma amiga biamputada que mora no interior do Espírito Santo. A peça, em neoprene e elastano reforçado, lembra um cinturão, mas comprime demais o abdome – não sei se por razão de tamanho – mas mesmo assim tem se revelado uma verdadeira “mão na roda” no que se refere à auxiliar na fixação da prótese.

É meus amigos, como bem disse o Bial na mensagem “Filtro Solar” (veja o vídeo)…

…“A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo.”

O importante é não desistir!

Leia também:

“Uma verdadeira drenagem linfática…”

Passo Firme – 14.12.2012
Curta e compartilhe a página do Blog Passo Firme no Facebook!

Mesmo em condições visivelmente favorecidas, o biamputado Oscar Pistorius, velocista sul-africano que participou da Olimpíada e da Paralimpíada de Londres este ano, ganhou uma corrida de 200 metros contra um cavalo, nesta quarta-feira, em Doha, no Qatar.

Embora Pistorius tenha feito o que os campeões Jesse Owens e Linford Christie não conseguiram, a vitória veio com alguns detalhes. Em primeiro lugar, Pistorius começou 15 metros à frente do cavalo. Segundo, Pistorius correu em uma pista sintética, enquanto o cavalo, Maserati, correu na areia.

Pistorius-cavalo
E em terceiro lugar, como se pode ver no vídeo da corrida (veja acima), Pistorius largou bem, enquanto Maserati teve um começo terrível. “Não importa quem ganhou esta noite”, disse Pistorius após a corrida. “O evento serve para mostrar às pessoas que os atletas especiais são capazes de fazer grandes coisas.”

Neste quesito concordo com ele em gênero, número e grau.

Fonte: ITN News

Passo Firme – 12/12/2012
Curta e compartilhe a página do Blog Passo Firme no Facebook!

Sebastian-4

Após a explosão, o cabo Sebastian Gallegos (foto) despertou para ver o sol de outubro cintilando na água, uma imagem tão adorável que ele achou que estava sonhando. Então algo chamou sua atenção, o arrastando de volta à dura realidade: um braço, boiando perto da superfície, com um elástico preto de cabelo em volta do seu pulso.

O elástico era uma recordação de sua esposa, um amuleto que ele usava em toda patrulha no Afeganistão. Agora, das profundezas de sua bruma mental, ele o observava flutuando como um pedaço de madeira em uma leve correnteza, preso a um braço que não estava mais ligado a ele. Ele foi vítima de uma explosão e estava no fundo de uma vala de irrigação.

Dois anos depois, o cabo se vê ligado a um tipo diferente de membro, um dispositivo robótico com motor eletrônico e sensores capazes de ler sinais de seu cérebro. Ele está no consultório de sua terapeuta ocupacional, levantando e baixando uma esponja enquanto monitora uma tela de computador, que rastreia os sinais nervosos em seu ombro.

Fechar a mão, levantar o cotovelo, ele diz para si mesmo. O braço mecânico levanta, mas a mão como garra abre, soltando a esponja. Tente de novo, instrui a terapeuta. Mesmo resultado. De novo. Engrenagens minúsculas chiam e sua testa enruga com o esforço mental. O cotovelo levanta e desta vez a mão permanece fechada. Ele respira aliviado.

Sebastian-1

COMEÇAR DO ZERO – “Como um bebê, você pode segurar um dedo”, disse o cabo. “Eu tenho que reaprender.” Não é uma tarefa fácil. Dos mais de 1,57 mil militares americanos que tiveram braços, pernas, pés ou mãos amputados por ferimentos no Iraque ou Afeganistão, menos de 280 perderam membros superiores. As dificuldades deles no uso de próteses são em muitos aspectos muito maiores do que para aqueles que perderam membros inferiores.

Entre os ortopedistas, há um ditado: “as pernas podem ser mais fortes, mas braços e mãos são mais inteligentes”. Com um grande número de ossos, juntas e riqueza de movimento, os membros superiores estão entre as ferramentas mais complexas do corpo. Reproduzir suas ações com braços robóticos pode ser extremamente difícil, exigindo que os amputados entendam as contrações distintas dos músculos envolvidos em movimentos que antes faziam sem pensar.

Dobrar o braço, por exemplo, exige pensar na contração de um bíceps, apesar do músculo não existir mais. Mas o pensamento ainda envia um sinal nervoso que pode dizer à prótese para dobrar. Toda ação, de pegar um copo a virar as páginas de um livro, exige algum exercício do cérebro. “Há muita ginástica mental com as próteses de membros superiores”, disse Lisa Smurr Walters, a terapeuta ocupacional que trabalha com Gallegos no Centro para os Intrépidos, do Centro Médico Brooke do Exército, em San Antonio.

A complexidade dos membros superiores, entretanto, é apenas parte do problema. Apesar da tecnologia das próteses de pernas ter avançado rapidamente na última década, as próteses de braços têm sido mais lentas. Muitos amputados ainda usam ganchos movidos pelo corpo. E os braços eletrônicos mais comuns, dos quais a União Soviética foi pioneira nos anos 50, melhoraram com os materiais mais leves e microprocessadores, mas ainda são difíceis de controlar.

Aqueles que perdem membros superiores também precisam lidar com a perda crítica das sensações. O toque – a habilidade de diferenciar uma pele de bebê de uma lixa ou de dosar a força para segurar um martelo ou dar um aperto de mão – deixa de existir. Por todos esses motivos, quase metade daqueles que perdem membros superiores optam não pelo uso de uma prótese, mas por seguir em frente com apenas um braço. Em comparação, quase todos aqueles que perdem membros inferiores usam próteses.

Sebastian-3

CIRURGIA – Mas Gallegos, 23 anos, faz parte de uma pequena vanguarda de militares amputados que está se beneficiando com os novos avanços na tecnologia de membros superiores. Este ano, ele foi submetido a uma cirurgia pioneira conhecida como “Reinervação Muscular Dirigida” (“Targeted Muscle Reinnervation”), que amplifica os sinais nervosos minúsculos que controlam o braço. Na prática, a cirurgia cria “soquetes” adicionais, nos quais os eletrodos da prótese podem ser conectados.

“Um maior número de soquetes lendo sinais mais fortes tornará o controle de sua prótese mais intuitivo”, afirma o Dr. Todd Kuiken, do Instituto de Reabilitação de Chicago, que desenvolveu o procedimento. Em vez de ter que pensar em contrair tanto o tríceps quanto bíceps apenas para fechar a mão em punho, o cabo poderá apenas pensar “fechar a mão” e os nervos apropriados poderão ser ativados automaticamente.

“Nos próximos anos, a nova tecnologia permitirá aos amputados sentir com suas próteses ou usar programas de reconhecimento de padrões para movimentar seus dispositivos mais intuitivamente”, disse Kuiken. E um novo braço em desenvolvimento pelo Pentágono, o DEKA Arm, é muito mais hábil do que o atualmente disponível. Mas para Gallegos, controlar sua prótese de US$ 110 mil (R$ 230 mil) após a cirurgia de reinervação continua sendo um desafio e provavelmente exigirá mais meses de exercícios tediosos. Por esse motivo, apenas os amputados mais motivados – superusuários, como são chamados – são autorizados a receber a cirurgia.

Sebastian-2

O SERVIÇO MILITAR – O Corpo de Fuzileiros Navais (Marine Corps, em inglês) parecia ser o desafio perfeito para Gallegos, que cresceu no Texas, criado na pobreza principalmente por sua mãe divorciada. Ele amava a corporação e a corporação parecia amá-lo. Antes de ser enviado para o campo de batalha em 2010, ele foi nomeado líder de uma equipe de três e enviado para aprender pashtu básico, a língua do maior grupo étnico do Afeganistão.

Em outubro, Gallegos, estava caminhando na segunda posição em uma patrulha pelo distrito de Sangin quando pisou em um canal de irrigação, ouviu uma explosão e apagou. Quando despertou, ele se viu ancorado no fundo por sua armadura e armamento. Ele tentou se soltar com seu braço direito, sem perceber que ele tinha sido virtualmente partido abaixo do ombro.

No helicóptero de evacuação, o cabo vislumbrou seu braço intacto envolto em bandagens, o que lhe deu esperança de que os médicos conseguiriam reimplantá-lo. Essa esperança acabou no Centro Médico Brooke do Exército, onde ele deu início ao longo processo de recuperação. Sua postura, ele reconhece agora, foi negativa, influenciada por outro marine, que raramente usava sua prótese porque a considerava muito desconfortável.

Mas então Gallegos conheceu um amputado da Força Aérea que foi um dos primeiros em Brooke a receber a cirurgia de Reinervação Muscular Dirigida. O aviador o alertou que a reabilitação seria frustrante e dolorosa, mas que a recompensa seria imensa. “Não dava para perceber, a menos que olhasse atentamente para ele, que ele não tinha o braço”, disse Gallegos. “Então pensei: ‘Eu quero ser melhor do que ele’.”

Sebastian-5DIFICULDADES – Primeiro, ele teve que aprender a lidar com a dor do membro fantasma. Uma sensação pulsante como a de ter um torniquete apertado no braço, a dor às vezes é forte o bastante para manter o cabo preso à cama, o que o deixa incapaz de se concentrar ou conversar. “Ele vive com dor constante”, disse Tracie Gallegos, que está cursando enfermagem. “Mas ele não se queixa, porque não quer que as pessoas perguntem: ‘Você está bem?’ Essa pergunta realmente o incomoda.”

Com o passar do tempo, medicação e cirurgias reduziram a dor o suficiente para que ele voltasse a praticar com o braço robótico. Ele descobriu que o dispositivo é um enigma para o cérebro, frustrando seus esforços para fazê-lo obedecer. Mais de uma vez ele ameaçou atirá-lo pela janela.

Para motivá-lo nesses momentos, ele pensava em seus amigos marines. Ele então fez uma manga de silicone em tom de pele para sua prótese, gravada com os nomes de todos os 10 marines da Companhia Lima que morreram em Sangin. Agora, quando ele precisa de estímulo, ele olha para o braço – no local onde antes ele usava o elástico de cabelo de sua esposa– e recita todos os nomes deles como uma oração pessoal.

Quando ele começou a usar seus braços mecânicos por mais tempo a cada dia, seu protesista, Ryan Blanck, decidiu que Gallegos poderia estar pronto para a cirurgia de reInervação dirigida. O procedimento explora a capacidade natural dos músculos de amplificar os sinais nervosos. Ao redirecionar os nervos para os músculos saudáveis e redesenhar o tecido para deixá-los mais próximos dos sensores na prótese, o procedimento fortalece os sinais do cérebro e, consequentemente, a capacidade deles de controlar a máquina.

Ao usar o mesmo tipo de prótese que usava antes, Gallegos notou a diferença quase que imediatamente. Ele não mais precisava pensar tanto em contrair vários músculos: quando ele queria que o braço se movesse, ele se movia, mais rápido e com maior fluidez.

Mas isso não significava que ele se movia como ele queria. Ele ainda tem problemas com “linha cruzada”, quando certos nervos falam mais alto que outros. Se um nervo do pulso domina, por exemplo, um paciente pode ter que pensar em virar o pulso para poder fechar a mão. Mas com o uso repetido, os nervos passam a se entender e a necessidade de artifícios desaparece, disse Kuiken.

Apesar de todos seus ganhos com a prótese, Gallegos não superou o embaraço que sente quando usa seu braço robótico em público. Certa vez a mão se soltou em um restaurante lotado, assustando uma criança próxima. No escuro do cinema, os sons como do Exterminador do Futuro de seu braço provocam sussurros surpresos. E até hoje ele não veste camisas de manga curta em restaurantes. “Mesmo que esteja calor, eu visto uma jaqueta para evitar que olhem”, ele disse.

“Ainda há muita coisa complicada”, ele disse. “Eu ainda estou descobrindo dia a dia qual será o meu normal.” Por esse motivo, ele não faz maiores planos para o futuro, como fazia antes. Mantenha tudo simples, ele diz para si mesmo: saia da Corporação dos Marines. Vá para a faculdade. Aprenda a amarrar o sapato com uma mão robótica. E talvez, apenas talvez, se torne um atleta paraolímpico.

Veja o vídeo:

Fonte: UOL Notícias / Por The New York Times

Leia também:

Como uma pessoa consegue controlar uma prótese com o pensamento?
Soldado ganha braço biônico controlado pela mente
Pé biônico simula movimentos humanos de maneira realista

Passo Firme – 30.11.2012
Curta e compartilhe a página do Passo Firme no Facebook!

Em Divinópolis, Marcelo Ribeiro dá trabalho para adversário de Belo Horizonte em confronto que tem duração de quatro minutos

O lutador de jiu-jitsu, que perdeu o braço direito em um acidente de moto, realizou no último dia 11, no ginásio do Sesi, em Divinópolis, o sonho de lutar. Marcelo Ribeiro enfrentou outro mineiro, o lutador de Belo Horizonte, Islas Rangel. Antes do confronto, Marcelo parecia um pouco ansioso, mas contou que estava confiante e que fez uma boa preparação.

“Estou bem preparado e acredito que posso sair daqui com vitória”, comentou. Quando o nome de Marcelo foi anunciado, o público presente no ginásio aplaudiu de pé o lutador. O embate durou quatro minutos (veja o vídeo), Marcelo e Islas travaram uma boa disputa no tatame, mas o mineiro da capital levou a melhor e venceu por pontos.

Islas disse que já luta há muito tempo e que Marcelo foi um dos adversários mais difíceis que já enfrentou. “Estou com os braços doendo, ele luta muito, e se continuar no jiu-jítsu tenho certeza que vai ser um grande profissional. Potencial ele tem de sobra pra isso”, afirmou o vencedor.

Para Saulo Pereira de Oliveira, instrutor de Marcelo, a ansiedade atrapalhou o atleta. “Ele sonhava com este momento. Foi a primeira luta dele, o ginásio lotado, ele entrou aplaudido de pé, até um atleta mais experiente ficaria um pouco nervoso. Acho que isso o atrapalhou um pouco e infelizmente a gente teve pouco tempo de preparação por causa do acidente”, comentou o instrutor.

Marcelo disse que o primeiro sonho foi realizado, agora é treinar em busca do outro. “O meu desejo era competir e foi realizado hoje, agora quero vencer e ser um lutador profissional de jiu-jítsu”, finalizou.

Fonte: Globo Esporte

Leia também:

Após perder antebraço, bancário recupera autoestima na corrida de rua
Lutador com amputação congênita vai disputar o primeiro título da carreira

Passo Firme – 18.11.2012
Curta e compartilhe a página do Passo Firme no Facebook!

O caso do Zac Vawter (foto) reascende um debate que começa a ganhar mais força com o avanço da ciência. Até que ponto a tecnologia deve ser usada para melhorar a condição humana?

O engenheiro de software americano Zac Vawter, de 31 anos, perdeu uma das pernas num acidente de moto em 2009. Primeiro homem a ter uma prótese biônica controlada pelo cérebro, ele realizou um feito e tanto na semana passada, quando subiu os 103 andares de um dos maiores arranha-céus do mundo, o Willis Tower, antiga Sears Tower, em Chicago.

A primeira vista, a conquista de Vawter não é o tipo de notícia que traz consigo alguma preocupação, muito pelo contrário: um amputado conseguiu superar seus limites graças ao avanço da tecnologia. Mas basta alterar um pouco o cenário para ver que esse tipo de acontecimento vai levar a sociedade a um debate com implicações sociais e éticas gigantescas: imagine que a prótese Vawter evolua a ponto de torná-lo tão competitivo quanto um atleta olímpico, e mais que isso, que um homem com prótese biônica conquiste uma medalha numa Olímpiada tradicional.

Em Londres 2012, o mundo pôde acompanhar uma prévia desse cenário, quando o sul-africano Oscar Pistorius (foto) se tornou o primeiro amputado das duas pernas a participar da corrida de 400 metros de uma Olimpíada. Ainda que alguns especialistas defendam que as próteses de fibra de carbono lhe deem uma vantagem em relação aos demais competidores, a discussão não ganhou ares de momento histórico porque o desempenho de Pistorius foi apenas razoável: acabou em último numa das baterias das semifinais.

Enquanto as modificações médicas resultarem apenas a um retorno à qualidade de vida inicial, é seguro imaginar que o debate continuará a ser marginal. Mas ele tende a se alterar profundamente assim que uma modificação acabe melhorando e superando a condição inicial. Há um grupo cada vez maior de cientistas e intelectuais, os chamados transumanistas, que defendem exatamente isso: o uso da tecnologia e da ciência para superar os limites do corpo humano, independentemente de ele ter ou não uma deficiência.

Pense em um olho biônico. Você trocaria seu olho saudável por um implante biônico que lhe dê funcionalidades extras, como enxergar raios ultravioletas e melhorar a visão noturna? O transumanismo advoga a favor dessas mudanças. Em seu extremo, a meta de quem defende essa filosofia é conquistar a imortalidade. Como diz o prórpio nome, a ideia é transcender os limites humanos.

O desafio ético e suas ameaças

Um dos principais proponentes do transumanismo é o filósofo Nick Bostrom (foto), da Universidade de Oxford, criador da Associação Transumanista Mundial, fundada em 1998. Ele tem focado muito do seu trabalho na discussão ética do uso da ciência para melhorar a condição humana. “Nós estamos finalmente entrando na fase construtiva quando perguntamos não se um melhoramento biomédico é um bem geral – sim ou não –, mas questões tais como: Quais melhoramentos em particular vale a pena perseguir? Como superar as muitas dificuldades técnicas? Quais tipos de mudanças sociais e regulatórias podem ser necessárias?”, disse ele em uma entrevista à revista Filosofia.

Outros veem a chegada da era trasumanista com preocupação. O filósofo Francis Fu¬kuyama, da Universidade Johns Hopkins, diz que é “das ideias mais perigosas do mundo”. A ideia de igualdade de direitos, argumenta, está sus¬tentada na crença de que todos possuímos uma essência humana que se manifesta de diferentes formas. “Se começarmos a nos transformar em algo superior, que direitos essas criaturas melhoradas vão reivindicar, e que direitos elas terão quando comparadas com aqueles que ficaram para trás?”, escreveu, na revista Foreign Policy. “Essas questões são preocupantes dentro das sociedades ricas e desenvolvidas. Adicione as implicações para os cidadãos dos países mais pobres – para quem as maravilhas da biotecnologia provavelmente vão estar fora de alcance – e a ameaça à idéia de igualdade se torna ainda mais ameaçadora.”

Há cada vez mais ciborgues – parte cibernéticos, parte orgânicos –, como eles próprios gostam de se chamar, andando por aí. Conheça quatro famosos ciborgues da nossa era:

Rob Spence perdeu o olho direito após um acidente com uma arma, aos 13 anos. Inicialmente, ele usou uma protése, até que, em 2008, decidiu colocar uma espécie de olho-câmera: uma protése equipada com um transmissor wireless que manda as imagens capturadas em tempo real para uma tela remotamente. Cineasta, ele rodou o mundo atrás dos últimos avanços da tecnologia e fez um documentário sobre os ciborgues atuais. Mais sobre ele em seu site, http://eyeborgproject.com/

Kevin Warwick se intitula o primeiro ciborgue do mundo. Cientista e professor de cibernética da Universidade de Reading, na Inglaterra, Warwick faz experimentos com o próprio corpo. Num deles colocou um microchip conectando o corpo a um computador. Com isso, conseguiu ligar a luz ou abrir as portas da própria casa apenas com a sua presença. Ele também trabalha num projeto de mão biônica e de cérebro artificial. Mais informações em http://www.kevinwarwick.com/

Jerry Jalava, um programador finlandês, perdeu parte do dedo indicador da mão esquerda num acidente de moto. Ele decidiu construir sua próprioa prótese: e aí surgiu a ideia de um dedo pen drive. A protéste tem 2GB de capacidade de armazenamento. A história foi divulgada mais tarde, quando o próprio Jerry enviou fotos de seu dedo cibernético a um site de design

Jesse Sullivan foi o primeiro homem a utilizar protéses biônicas para os braços, controladas pelo cérebro. Ele mexe os dois braços robôs apenas com a força do pensamento. A tecnologia foi desenvolvida pelo mesmo time responsável pela prótese de Zac Vawter (citado na abertura da reportagem acima), o primeiro a receber uma perna biônica

Fonte: Gazeta do Povo

Leia também:

Ele conseguiu!
“Reinervação muscular dirigida” – será este o futuro que a tecnologia biônica reserva para milhões de amputados em todo o mundo?
Tecnologias que farão de nós ciborgues na próxima década

Passo Firme – 14.11.2012
Curta e compartilhe a página do Passo Firme no Facebook!

Ele precisou tirar parte do braço quando tinha 10 semanas de vida, mas hoje joga seus games preferidos no computador e amarra cadarços com apenas uma mão, um verdadeiro exemplo de superação para a família e para quem está ao lado

O britânico Callum Cuthbertson (foto), de 8 anos, nasceu com coágulos de sangue nos dois braços, o que levou a uma amputação de parte do seu braço direito, logo abaixo do cotovelo. Isso aconteceu quando ele tinha 10 semanas, e os médicos acreditam que ele sofreu uma complicação rara no nascimento por causa do diabetes de sua mãe, Jane, segundo noticiou o jornal britânico Daily Mail.

Mas o garoto não deixou sua deficiência detê-lo. Aprendeu a amarrar seus sapatos e a jogar seus jogos favoritos no computador com uma mão. No início deste ano, ele precisou usar fixador externo, popularmente conhecido como gaiola, para endireitar o osso do seu braço direito.

“De vez em quando, Callum fica para baixo quando as pessoas olham espantadas para ele, mas nós sempre dizemos a ele que é porque ele é lindo”, disse o pai, Andy, 31. E quando perguntam ao garoto o que aconteceu com o seu braço, ele responde que foi um crocodilo que mordeu.

“Eu digo a ele o tempo todo que, quando ele crescer, eu quero ser tão corajoso quanto ele”, brinca Andy, que também é pai de Georgia, 11, Reece, 9, e Grace, 6. “Ele é nosso pequeno herói”, diz. O pai lembra que na primeira cirurgia do filho era como se o mundo tivesse acabado, mas hoje, olhando Callum, ele não entende por que ficou tão preocupado. “Quando ele colocou o fixador externo este ano, ele estava cantando antes da operação e todos os médicos e enfermeiros comentaram sobre seu caráter e força”, conta o pai. Inspiração para todos, não?

Fonte: Revista Crescer / Via Daily Mail

Leia também:

Mesmo sem os pés, garoto de 11 anos comanda time de futebol da escola
Homem recebe prótese de orelha ultrarrealista na inglaterra
‘Olho biônico’ devolve a visão a pacientes cegos na Inglaterra

Passo Firme – 12.11.2012
Curta e compartilhe a página do Passo Firme no Facebook!